Marcha dos Atingidos pela Vale


A Marcha dos Atingidos pelo crime cometido pela Vale, em 25 de janeiro de 2019, quando a barragem em Córrego do Feijão rompeu, passou por Pompéu nessa terça. A marcha reuniu cerca de 350 pessoas, além de ativistas ambientais de quatro países. Com o lema “A Vale destrói, o povo constrói” eles percorreram as principais ruas do município. A previsão é de que o grupo chegue a Brumadinho na sexta-feira, quando se completa um ano do desastre. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) busca dar visibilidade nacional e internacional à luta dos atingidos por barragens diante dos dois crimes da Vale.

Ação Civil Pública

No ano passado, o Município de Pompéu entrou com uma Ação Civil Pública contra a Vale, a maior empresa de mineração do Brasil e a terceira maior do mundo. A ação tem o objetivo de obter provimento jurisdicional que afirme a responsabilidade civil da Vale e sua consequente condenação à reparação integral do Município e dos atingidos. O valor da causa é de 10 bilhões de reais para permitir que as pessoas possam reestruturar suas vidas, reparar danos sociais, morais, econômicos, psicológicos, emocionais, comunitários, de saúde e culturais provocados às pessoas, comunidade e à coletividade.
O município de Pompéu foi atingido pelo crime ambiental da Vale que ocorreu dia 25 de janeiro de 2019 em Brumadinho onde a barragem B1 de rejeitos de minério se rompeu chegando ao Rio Paraopeba. A pluma de rejeito da barragem chegou ao município no dia 18 de fevereiro atingindo cerca de 47 propriedades rurais diretamente e mais de 400 famílias indiretamente que usam o rio como subsistência. A água do Rio Paraopeba no município de Pompéu, de acordo com análise do Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM, no dia 18 de fevereiro, chegou ao índice de turbidez alto, confirmando a contaminação principal por metal pesado. A medida de não utilização da água do Rio Paraopeba ainda se mantém para consumo humano, atividades de piscicultura, agricultura e pecuária.

Notícias mais lidas